Leandro Severa revive em Inglaterra a paixão do hóquei em campo

Nasceu em Lousada há 36 anos e está há 6 em Inglaterra, onde trabalha como chefe de armazém de uma fábrica de aspiradores. O hóquei em campo é o desporto preferido deste lousadense, que já foi eleito em tempos o melhor atleta português da modalidade. É jogador do Chard Hockey Club, para manter viva uma paixão e diminuir as saudades que tem de Lousada, muitas das quais ligadas ao hóquei.

“Apesar da distância, continuo muito ligado a Lousada, onde tenho família, amigos, tradições muito queridas como a Festa Grande, por exemplo, mas vou mantendo contacto regular, sobretudo através das redes sociais e uma das preocupações que tenho prende-se com o hóquei em campo, pois gosto de saber não só os resultados e classificações mas também o estado da modalidade na minha terra”, afirma Leandro Morais, conhecido também pela alcunha Severa.

Confessa que sente saudades da sua antiga equipa ”não apenas por causa dos jogos e da competição, mas principalmente pelo espírito que se constrói no balneário de uma equipa como era a nossa e os momentos vividos na modalidade em Lousada, que eram próprios de uma família”, acrescenta.

As principais recordações que mantém desses tempos dizem respeito “às pessoas que nos formaram como jogadores e como pessoas, fizeram e continuam a fazer um trabalho que vai muito para além do que as pessoas fora do hóquei podem imaginar, esses são os verdadeiros campeões”. Leandro salienta também “uma característica muito forte da minha geração: o nível de exigência que tínhamos uns com os outros”.

Foi internacional pela seleção portuguesa, ganhou vários títulos pelo Lousada, marcou imensos golos, enfim, teve uma carreira plena de êxitos. Quando lhe pedimos para destacar um título ou um momento vivido até hoje na modalidade, Leandro Severa diz que “um golo de ouro, no hóquei de sala, ainda hoje me faz emocionar ao recordar aquele momento que valeu um título nacional”.

Há seis anos, a vida profissional não estava a correr de feição para Leandro e a emigração foi a solução difícil mas necessária para conseguir um futuro melhor para si e sua família. Viajaram para Chard, no sul de Inglaterra. Outos familiares e amigos já lá estavam emigrados e decidiu apostar nessa mudança.

Clube de hóquei à porta de casa

Para grande espanto seu, a escassos metros da nova casa inglesa havia um campo de hóquei e um clube, onde veio a inscrever-se como jogador:

“Neste clube, o Chard Hockey Club, joga-se hóquei a um nível técnico mais baixo que em Lousada; estamos na quarta divisão inglesa e o nível de hóquei aqui praticado é mais baixo que em Lousada; estávamos na quarta divisão inglesa e subimos este ano à terceira divisão, só com vitórias terminamos o campeonato só com vitórias e eu fui o melhor marcador do campeonato. Como disse, o nível é bastante inferior ao do Lousada mas em termos de número de atletas, têm muitos no escalão sénior, com três equipas de masculinos (Chard A, B e C) e femininos igualmente”.

Falando de trabalho, Leandro está neste momento a trabalhar numa empresa multinacional de fabrico de aspiradores, que tem uma filial em Portugal, chamada Numatic International, e desempenha funções no armazém a despachar as encomendas destinadas para exportação.

A adaptação inicial “não foi muito fácil por causa dos horários por turnos rotativos, o que era diferente em Portugal onde eu tinha jornada de trabalho seguida, mas a persistência e a ajuda de familiares que já cá estavam foram importantes para eu e a minha família nos adaptarmos e hoje está tudo bem, pois sinto-me bastante integrado na comunidade e no trabalho, com pessoas simpáticas e amigas”.

“O que mais gosto neste país é sentir-me completamente integrado e saber que a minha família está satisfeita por estar aqui, pois estamos num país que nos acolheu muito bem e onde temos todas as condições para concretizar um futuro bom para a família”, conclui.

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