por | 28 Mai, 2023 | Espaço Cidadania, Sociedade

Paulo Rocha: Lousadense comanda posto da GNR

O sargento-chefe António Paulo Magalhães da Rocha, de Nogueira, é o segundo lousadense a comandar o Posto Territorial da GNR do concelho de Lousada. O primeiro, há uma vintena de anos, foi Miguel Ribeiro Pacheco, de Santa Eulália da Ordem. Para o novo comandante, esse facto só tem vantagens para o desempenho do cargo. Nesta entrevista a O Louzadense refere que Lousada é um concelho “bom para criar uma família em segurança”.

O atual comandante, Paulo Rocha, sucedeu a Paulo Martins Luís (de Castelo Branco), à frente dos desígnios da GNR de Lousada. Até chegar a este estádio da sua carreira, o militar lousadense (natural de Nogueira) frequentou o curso de Guardas, após o que foi colocado em duas companhias de guarnição do antigo Regimento de Infantaria em Lisboa. Posteriormente, já com o posto de Cabo foi colocado no Posto Territorial de Paços de Ferreira. Com a frequência do curso de sargentos, seguiu-se a colocação no Posto de Lousada, Freamunde, Valença, Póvoa do Varzim e novamente em Paços de Ferreira. Está desde setembro de 2022 a comandar o Posto de Lousada.

Segundo o próprio, “a motivação para seguir esta carreira, veio da apetência pelo serviço militar, numa primeira fase no regime de voluntariado no exército e posteriormente na GNR em regime permanente”.

Da importância que tem ser comandante do posto da GNR da sua terra natal Paulo Rocha considera que só tem vantagens: “a importância que dou ao estar colocado num posto da terra natal, e mesma que dei em todas as outras colocações, ou seja, cumprir a missão que me foi confiada pelo comando da Guarda e corresponder às expetativas da comunidade onde o posto está inserido”. Contudo, salienta que “sendo o posto da terra natal é intrínseco um maior empenho, mas isso faz parte da natureza humana, está subjacente no inconsciente”.

Ainda sobre esta temática Paulo Rocha destaca: “não me sinto condicionado em nada e milita a favor o facto de conhecer bem a zona de ação e os costumes da comunidade”.

Concelho seguro

Tem uma opinião positiva sobre o concelho de Lousada em questões de segurança:

“em relação à criminalidade em geral, verifica-se que Lousada é um concelho seguro, bom para se criar uma família em segurança, no entanto não é uma ilha e por tal a criminalidade registada está em linha com a dos concelhos limítrofes”.

O comandante refere também que “apesar de os números não serem preocupantes é intenção do comando da Guarda trabalhar diariamente para que os números desçam em todo o território sob a sua alçada”.

Muito se tem falado atualmente a nível nacional e regional do fenómeno do tráfico de droga. Essa questão merece a sua maior atenção: “quanto a este fenómeno, pode-se dividir em dois grupos, o grande tráfico e o consumo/pequeno tráfico, o primeiro não disponho de números por ter competência na investigação outro órgão de polícia criminal, quanto ao restante por vezes existe uma linha ténue entre consumo e o tráfico devido às quantidades de produto estupefaciente portado pelos intervenientes”.

Paulo Rocha explica que “nesta área, e mais uma vez, Lousada está em linha com o que se passa na sub-região Tâmega e Sousa, não são números altos, por vezes existe um pico, mas isso deve se à proatividade dos militares da Guarda na deteção dos consumidores em infração”.

Ainda assim, o militar entende que “sente-se que o país tem de fazer um longo caminho no combate a esta problemática que deve começar desde logo na educação das nossas crianças e jovens”.

Recursos possíveis e não ideais

No que toca ao contingente da GNR de Lousada, ao edifício e ao parque de viaturas, perguntamos se há lacunas, ao que respondeu: “os meios materiais e humanos que estão ao dispor do posto de Lousada, são os possíveis serem disponibilizados pela Guarda face a conjuntura do país”. No entanto, o comandante sublinha que “o importante não é o que se tem, mas sim a forma como se gere e rentabiliza o que existe, neste sentido, com o que de facto existe é possível prestar um bom serviço à comunidade”, acrescentou.

Como comandante do posto de Lousada é solicitado a colaborar em diversos organismos e instituições locais, nomeadamente na Comissão de Proteção de Crianças e Jovens. Relativamente à relação com as entidades locais “ultrapassa o mero relacionamento institucional, de facto em Lousada existe uma conjugação de esforços para que o serviço público prestado à comunidade seja o melhor possível”.

Paulo Rocha refere como exemplo disso a “prestimosa colaboração do município em resolver pequenas reparações de avarias que poderiam afetar o normal funcionamento do posto, apesar de não ter essa obrigação, salientando ainda o facto do executivo em funções se disponibilizar em colaborar com o posto para que os munícipes de Lousada se sintam seguros e aumente a qualidade de vida de quem escolheu este concelho para viver”.

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