por | 6 Jun, 2024 | Editorial, Editorial

Editorial 122 | “Q’s” e “R’s” da Mobilidade em Lousada

Falemos da fluidez do trânsito na vila e das variantes por construir. Diariamente, muitos de nós enfrentam filas de carros, demoras e bloqueios temporários nas principais artérias rodoviárias da vila. Consequência: incremento da poluição atmosférica; desgaste material das viaturas; desgaste emocional dos condutores. Uma perda em todos os sentidos. 

Isto acontecerá por diversas ordens de razão. O crescimento urbanístico e o aumento da densidade demográfica no centro da vila são fatores chave. Adicionalmente, o êxodo diário de lousadenses para trabalhar e estudar fora do concelho, a localização concentrada de hipermercados numa das principais artérias rodoviárias e a centralidade do Parque Industrial na vila contribuem para o congestionamento. A falta de alternativas de acesso à Escola Secundária é outro ponto crítico. 

Há 15 anos, deram-se os primeiros passos para a construção da variante oeste à vila, com a construção de dois troços que ainda hoje não estão interligados. O troço que liga a EN 207 ao Complexo Desportivo e ao Nó da A11 e A42 e o troço entre a Rua Joaquim Burmester (Rotunda Costa Verde) e a Rua do Comércio (Rotunda da GALP). Estes troços ainda não cumprem a essência de uma alternativa rodoviária ao centro da vila, porquanto, passados estes anos, ainda não foi construído o troço de ligação de Costa Verde à Presa de Marecos, assim como não foi construída uma ligação direta à EN 106-1. 

Outras variantes importantes que ainda não foram executadas incluem, p.e., a ligação entre Lousada e Vila Aparecida, e entre Pias e Caíde de Rei (Estação de Comboios) – ZAE Caíde de Rei – EN 15 / Praça das Portagens. Adicionalmente, a conexão entre a EN 106-1, desde o Nó de Nespereira/Lodares até ao Parque Industrial de Santana (Pias/Boim), permitiria desviar o tráfego pesado do centro e potenciaria a atratividade e o crescimento deste parque industrial.

Nos últimos anos, apenas a Rua do Picoto, na envolvência da Praça do Românico, foi criada como novo arruamento em Lousada. De há 15 anos para cá, melhoraram-se algumas vias existentes, mas nada de alternativo e relevante foi feito em termos de mobilidade, quando na verdade há mais habitantes e mais movimentos pendulares dentro e para fora do concelho. 

A construção destas infraestruturas justifica-se pela melhoria da mobilidade intramunicipal que proporcionará, mas também por fatores estratégicos de desenvolvimento do território e atratividade de investidores para o concelho. Neste caso, a obra material não será inerte em termos económicos e sociais para o concelho e para os lousadenses. Só falta fazer!

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