por | 29 Jan, 2025 | Uncategorized

Jovem de 15 anos criou hino da ACML

LARA SOFIA LEAL GANHOU CONCURSO

A Associação Cultural e Musical de Lousada (ACML) lançou um concurso para a criação do seu hino e a escolha do júri recaiu na criação de uma aluno de música de Meinedo, com apenas 15 anos de idade. Chama-se Lara Sofia Rodrigues Leal e disse ao Louzadense o que significa este feito. “Quando soube do concurso através dos meus professores, senti que era uma excelente oportunidade para contribuir com algo especial”, diz a jovem. Este hino significa “muito mais do que uma simples melodia, é um símbolo de união e identidade para a associação”. E explica que “cada verso foi pensado para refletir os valores da ACML e do CVS , como a paixão pela música e o espírito de comunidade que nos liga a todos”.

Confessa que não esperava vencer,” mas dediquei-me de corpo e alma à criação da letra do hino durante as férias de Natal”, diz Lara.  Já tinha participado noutros eventos musicais, “mas este foi algo totalmente novo para mim. Foi um grande desafio traduzir em palavras a essência e os valores do CVS, mas foi algo que fiz completamente sozinha”. O prémio consistiu num diploma, um voucher 150€ para aquisição de bens culturais, isenção de cota de associado da ACML durante 5 anos e entrada gratuita nos concertos da ACML e do Conservatório durante 5 anos.
A jovem de Meinedo, é filha de Paula Rodrigues e Tiago Leal. Para além de tocar viola, está no ensino supletivo no Conservatório do Vale do Sousa (CVS), onde tem aulas de Formação Musical e ATC (Análise e Técnicas de Composição). Além disso, faz parte da Orquestra Sinfónica do CVS, “que é uma experiência enriquecedora, pois permite-me trabalhar com os meus colegas talentosos e interpretar reportórios desafiantes e variados”.  A jovem intérprete musical integra ainda um quinteto de música de câmara.

Mas Lara não se fica por aqui no que diz respeito à interpretação musical. “Também gosto muito de cantar e, recentemente, comecei a experimentar o coro feminino do CVS. Esta nova experiência está a ser uma forma de explorar a música de outra perspetiva, enquanto continuo a crescer como musicista”, declara a aluna.
A carreira escolar ainda está num ponto de desenvolvimento de opções. Frequenta o curso de Humanidades e revela que ainda não tem a certeza do curso que quer seguir na faculdade. “Estou a pensar em algo relacionado com línguas, comunicação ou marketing, pois são áreas que me interessam muito e onde vejo potencial para explorar a minha criatividade”, afirma.
Ao mesmo tempo que uma carreira numa dessas áreas, “a música é uma parte essencial da minha vida, e quero conciliá-la com o meu futuro, seja através de orquestras, projetos pessoais ou pequenos concertos. Acredito que será possível equilibrar estas duas paixões e construir uma carreira enriquecedora”, acrescenta.
Entende que “na adolescência, este tipo de dúvidas e inseguranças sobre o futuro são muito comuns, especialmente com a conjuntura atual. As novas tecnologias e a inteligência artificial estão a dominar o mundo, e por vezes sentimos que tudo está a evoluir tão depressa que é difícil acompanhar. Isso faz-nos sentir inseguros sobre o nosso lugar e sobre o que escolher”, admite a jovem Lara Sofia. No entanto, acredita que “a chave está em focar nas nossas paixões e capacidades, pois, mesmo num mundo tão tecnológico, as nossas escolhas e talentos podem fazer a diferença”.

O PODER UNIVERSAL DA MÚSICA
A sua paixão pela música começou muito cedo, ainda em criança. “Sempre fui fascinada pela forma como a música consegue transmitir emoções tão fortes e criar ligações entre as pessoas. Recordo-me de momentos simples, como ouvir música em casa ou assistir a concertos locais, que despertaram em mim o desejo de aprender a tocar um instrumento”, conta a jovem.
O apoio familiar é fundamental e “apesar de não haver músicos profissionais, sempre houve um grande apreço pela música. Os meus pais incentivaram-me desde cedo a explorar esta área, apoiando-me no meu percurso. Acho que esse ambiente, onde a música era valorizada, teve um impacto enorme na forma como ela se tornou parte da minha vida”.
A terminar esta entrevista atesta que “o que mais me apaixona na música é o seu poder de comunicação universal: conseguimos expressar sentimentos, contar histórias e até unir pessoas sem precisarmos de palavras. É algo que me inspira constantemente a aprender mais e a partilhar o que sei com os outros”.

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