por | 8 Dez, 2025 | Opinião

O futebol move milhões de pessoas e tem grande influência, tanto em termos megalómanos, como nos mais pequenos aglomerados e aldeias recônditas.

Nos dias que correm, muitas crianças manifestam desde cedo a opção de carreira que querem seguir e não raras vezes, principalmente os rapazes mostram grande interesse em serem futebolistas… tal como o Ronaldo.

Por vezes os pais enveredem nessas manifestações e vivem o futebol muito ativamente, para não dizer, demasiado ativamente.

Vivem os jogos de tal forma que as bancadas se tornam verdadeiros combates pela não-aceitação do “cartão amarelo” e eles próprios se insurgem conta regras que são do conhecimento geral de quem se move nestas andanças.

É importante que os pais compreendam que o desporto deve ser entendido como algo leve, que não é obrigação. Devem apoiar sem exigir ou manifestar interesses pessoais no desempenho da criança.

É compreensível que toda essa pressão pelo sucesso, mesmo que efémero, dos filhos, e também é normal este apoio desenfreado. No entanto, é importante lembrar que o desporto deve, antes de tudo, ser algo divertido, com objetivos ligados ao lazer e ao prazer e não um campo de batalha onde se perdem valores essenciais para o desenvolvimento da criança.

Note-se que a carreira de um futebolista está quase sempre aliada a uma boa condição financeira e isso leva a que por vezes, os pais anseiem por sucesso e visibilidade a todo o custo. Por vezes os pais projetam nos filhos aquilo que gostariam de ter alcançado e não obstante, se esquecem que os filhos têm objetivos diferentes, expectativas e muitas vezes sonhos que não correspondem aos deles.

É usual observar em jogos de futebol dos mais novos, insultos e gestos grotescos dirigidos à equipa de arbitragem, aos treinadores, equipa adversária e espantem-se, muitas vezes aos próprios filhos, vindos dos pais que os acompanham nesses jogos.

Será que a premissa “educar pelo exemplo” está comprometida nesta situação? Será que os pais estão a exibir o melhor exemplo perante os filhos e restantes pessoas nesse campo de futebol?

Claro que não.

Em primeiro lugar, observa-se claramente que essa atitude reflete uma extrema falta de educação por parte dos pais, associada à ausência de cuidados no que diz respeito ao comportamento adequado diante dos outros e, principalmente, diante dos filhos. O comportamento é um reflexo que se multiplica: o exemplo dos pais influencia diretamente as ações dos filhos.

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