por | 11 Set, 2021 | Uncategorized

Pedalar em busca de um sonho 

Nuno Meireles é ciclista profissional desde 2015, natural de Paços de Ferreira e tem 30 anos. A sua aventura começou no BTT e, atualmente, participa naquela que é a mais importante competição do calendário nacional de ciclismo: a Volta a Portugal em Bicicleta, onde ficou em 17.º na 82.ª edição da prova. 

Apesar de natural de Paços de Ferreira, “tenho uma costela lousadense, porque a minha esposa é de cá”, conta. Recebeu a sua primeira bicicleta através de um amigo quando participava em provas de BTT, recebendo, mais tarde, um convite para ingressar na vertente de estrada, pertencendo à sua primeira equipa, em Viana do Castelo. 

“Fiz quatro anos nos sub-23 e em 2015 passei para a categoria profissional”, conta, referindo que começou a sua carreira de ciclista no Barroselas, com 14 anos. Estive dois anos no Ramalde e quatro no Mortágua. Fiz um ano no Maia e mais dois numa equipa em Paredes. Em 2017, estive na Bolívia e no ano seguinte voltei a Mortágua, mas como equipa profissional. Atualmente, faz três anos que estou na Louletano – Loulé Concelho”.  

Nuno Meireles

Descreve esta aventura como “difícil”, porque, acredita, “não é só subir para uma bicicleta”, nem “só pedalar por uma rua”. Apesar de gostar daquilo que faz, refere que a sua vida é  “muito dura, porque temos de abdicar de muita coisa”. Tem feito corridas por Portugal, Espanha e França.  

Na 82.ª edição da Volta a Portugal em Bicicleta, em 2021, o ciclista terminou a prova em 17º lugar, “nem eu próprio acreditei, felizmente tenho um diretor que acredita muito em mim”, comenta. “Torna-se difícil acreditar em nós mesmo até à meta e tendo um diretor que acredite em nós já é meio caminho feito”, refere. 

O processo de treino passa por um plano dado pelo seu treinador: “tenho as horas e as séries que tenho para fazer. Depois treinamos consoante as provas que vou tendo. Normalmente treinamos na nossa própria região”, explica, referindo que acaba por treinar com diversos adversários da mesma zona de residência e “é isto que torna o ciclismo mais bonito”. 

Entusiasmado com o lugar que conseguiu ocupar na volta a Portugal, Nuno Meireles está confiante com o seu futuro enquanto ciclista. O que ajuda neste processo é a confiança que o seu diretor deposita em si todos os dias. “Gostava de ganhar uma corrida como profissional”, admite. No Grande Prémio Anicolor conseguiu conquistar o sétimo lugar e acredita que “este ano tenho conseguido mostrar do que sou capaz”, termina.  

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