MAIORIA DEFENDE MUDANÇAS
Nem só os partidos políticos estão em campanha eleitoral. Também o Futebol Clube do Porto se prepara para eleições. Ainda não há data, mas sabe-se que o ato decorrerá em Abril. O histórico presidente Jorge Nuno Pinto da Costa concorre a um último mandato. O próprio assim o disse, no Coliseu do Porto, na apresentação da candidatura ao 16.º mandato. Dos dois adversários nesta corrida, André Vilas Boas tem conseguido importantes apoios, nomeadamente a família de uma das figuras míticas do universo portista, o antigo treinador José Maria Pedroto. Fomos ouvir alguns portistas lousadenses.

“Pinto da Costa é o favorito, normal, mas ao que se ouve, vai mudar a equipa da SAD, porque sabe que os sócios estão descontentes com a gestão e teme um Vilas Boas que pode surpreender e vencer as eleições. A situação da equipa de futebol na altura das eleições pode ser decisiva. Os últimos acontecimentos, prejudicam a imagem do clube, sem dúvida. Vejo a candidatura de André Vilas Boas com bons olhos, muito importante e corajosa, pois obriga a um debate profundo sobre a realidade atual do FCPorto, dos seus problemas, dos quais o financeiro é muito mau, já que o FCPorto tem um passivo elevadíssimo, que vai condicionar muito a gestão desportiva no futuro”.

“Todos os portistas têm que ser muito gratos ao senhor Jorge Nuno Pinto da Costa, um dos melhores presidentes do mundo, na minha opinião. Temos que reconhecer tudo o que fez no FCPorto, no entanto, parece-me que há uma necessidade de revigorar, de renovar. Sinceramente não sei se o André Vilas Boas estará à altura, no entanto, espero que qualquer que seja eleito seja capaz de fazer retornar o clube ao patamar que sempre habituou os seus adeptos”.

Eleições são sempre possibilidade de mudança, neste caso a possibilidade de todos aqueles que não se reveem na filosofia atual do FCPorto, poderem escolher um novo caminho. Reconheço no André Vilas Boas uma opção à altura do melhor clube português para começar a trilhar um caminho mais próspero e venturoso. Sem desconsiderar tudo aquilo que o Pinto da Costa fez pelo Clube, é já tempo de mudança, até porque, como temos assistido ultimamente no «Caso Pretroriano»: é necessária e urgente uma verdadeira “limpeza” dentro da instituição, do porteiro ao presidente, passando por todos os patamares hierárquicos do Clube, não há mais espaço para velhos paradigmas dos tempos do D’Artagnan, que nos envergonham enquanto portistas”.

“O Presidente Pinto da Costa tem uma história que fala por si. Os sucessos do clube nas últimas décadas relevam a sua capacidade de gestão e liderança. Raramente falhou. Mas o seu maior erro será a sua sucessão: não está a conseguir que a sua sucessão seja pacífica. No meu entender, estas eleições não vão mudar muito, mas vão deixar uma ferida profunda entre os portistas. E Pinto da Costa tem algumas culpas nisso”.

“Estas eleições serão sempre muito importantes para o futuro do FCPORTO, pois poderá ser a primeira grande oportunidade do clube mudar o paradigma da gestão das suas finanças. Se tal não acontecer, revelará a grande insatisfação que floresce no seio da família portista. Por estas razões considero que os associados devem votar em massa.”

“Espero que até às eleições o tom crispado e acusatório, por parte das duas principais candidaturas, termine e se discuta verdadeiramente o estado atual do clube. Estado esse que é bastante mau a nível financeiro. A constante antecipação de receitas pela atual direção, para pagar despesas correntes, assim o indicam. Acho ser necessário uma mudança séria e verdadeiramente comprometida com o clube”.












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