Este ano comemoramos, simultaneamente, os 50 anos da conquista da liberdade, e o início dos 50 anos da consolidação democrática.
Não podemos entender o 25 de Abril como um fim em si próprio, mas como um meio para a sua própria manutenção. Sucessivas madrugadas e dias inteiros e limpos como sonhava Sophia de Mello Breyner.
De facto, a libertação que alcançamos no 25 de Abril não se encerra em si própria, mas no que representou em termos de liberdade para construirmos a Democracia que, posteriormente, consolidamos e garante hoje a continuação dessa mesma liberdade.
Projecto democrático que hoje continuamos a construir porque permanentemente inacabado. Uma lógica circular em que Liberdade e Democracia providenciam simultaneamente uma à outra as bases e a força para que cada um de nós possa ser em Portugal tudo aquilo que desejar ser.
50 anos sobre a Revolução que fez cair um regime caduco no qual os portugueses não se reviam. 50 anos de liberdade de expressão, 50 anos de imprensa sem censura, 50 anos de paz interna, 50 anos de partidos políticos, 50 anos de caminho rumo à Europa, 50 anos de globalização, 50 anos de crescimento económico, 50 anos de um país livre com 900 anos de história.
E neste ambiente de comemoração, não posso também deixar de dar nota do aniversário do projecto que também dá voz, em Lousada, à imprensa livre, à liberdade de expressão e à alma da nossa terra.
Um bem-haja para todos os que através d’O Louzadense honram a coragem dos militares que iniciaram Abril e todas as gerações que, posteriormente, construíram e constroem a Democracia.
Viva a Liberdade, viva Lousada, viva Portugal!
Pedro Amaral*
Advogado
*Escreve mediante anterior acordo ortográfico












Comentários