por | 7 Abr, 2026 | Desporto

O treinador Tiago Leal, natural de Penafiel e com passagem como adjunto de Paulo Fonseca em clubes como o Milan e o Lyon, esteve recentemente na Academia de Futebol + Talento, orientada por Avelino Rocha e com parceria do UCRBoim e com os ginásios Playlife. A visita teve como objetivo partilhar experiências e reforçar a importância do trabalho na formação de jovens atletas.

Em declarações ao jornal O Louzadense, Tiago Leal elogiou a iniciativa desenvolvida por Avelino Rocha, sublinhando a necessidade de maior atenção no desenvolvimento individual dos jogadores.

“Acho que é uma iniciativa extremamente interessante. Parabenizo o Rocha porque optou por um caminho onde ainda existe alguma lacuna, que é o trabalho individual do atleta”, afirmou.

O técnico destacou que, apesar da evolução na formação de treinadores e da crescente qualificação no setor, há aspetos que continuam a necessitar de maior atenção, nomeadamente a técnica individual e a criatividade dos jogadores.

“Hoje em dia há mais formação do que nunca. Há cada vez mais treinadores qualificados e formação obrigatória. No entanto, às vezes o treinador procura um protagonismo excessivo e esquecemo-nos do essencial: o jogador”, referiu.

Segundo Tiago Leal, o trabalho desenvolvido na Academia de Boim permite colmatar uma lacuna comum nos treinos coletivos. “Quando trabalhamos com grupos de 20 ou 25 jogadores, não conseguimos dar atenção individual a cada um. Este tipo de abordagem é extremamente importante e, com o tempo, dará frutos”, acrescentou.

A presença do treinador teve também uma componente motivacional junto dos jovens atletas. “O meu papel aqui foi como amigo do Rocha. Vim partilhar a minha experiência e mostrar aos miúdos que é possível chegar ao mais alto nível vindo do futebol distrital ou regional, tal como aconteceu comigo”, explicou.

Sobre o seu percurso profissional, Tiago Leal recordou que iniciou a carreira como treinador principal, tendo posteriormente assumido funções de adjunto durante vários anos. Ainda assim, garante que o cargo nunca foi a sua principal motivação.

“A minha paixão é o futebol. Ser adjunto ou treinador principal nunca foi o mais importante. O essencial é estar ligado ao jogo”, afirmou.

Questionado sobre o que mais o fascina no futebol, destacou a vertente tática, sem esquecer o papel determinante do talento individual.

“Os treinadores são naturalmente fascinados pela organização e pela estratégia. Mas o mais bonito do jogo continua a ser o talento, a capacidade do jogador em criar momentos mágicos. Porque sem jogador, a tática não existe”, concluiu.

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