Eu vi nas noticias da RTP que a Rússia continua suspeita de interferir em eleições em países com noticias falsas.
A Rússia tem sido identificada por instituições europeias e pela NATO como responsável por várias campanhas de manipulação de informação. O objetivo de algumas destas campanhas é espalhar mensagens falsas ou enganadoras e aproveitar assuntos que já provocam discussão na sociedade. Desta forma, pode aumentar a desconfiança entre as pessoas e criar mais conflitos.
Uma coisa que acho preocupante é que estas notícias nem sempre parecem falsas. Existem operações em que são criados sites e páginas que imitam órgãos de comunicação social verdadeiros. Assim, uma pessoa pode encontrar uma notícia na internet, pensar que vem de um jornal conhecido e partilhá-la sem perceber que a origem é falsa.
As redes sociais tornam tudo isto ainda mais complicado. Uma publicação pode ser partilhada milhares de vezes em poucas horas. Muitas pessoas partilham apenas porque concordam com aquilo que leram ou porque o título parece chocante. No final, uma mentira pode chegar a muito mais pessoas do que a informação que tenta desmenti-la.
Na minha opinião, isto pode ser perigoso para a Europa e para o resto do mundo. Se as pessoas deixarem de confiar nos jornais, nas instituições e até umas nas outras, torna-se muito mais fácil criar divisão na sociedade. Não é preciso convencer toda a gente de uma mentira. Basta criar dúvidas e desconfiança.
Por isso, acho que todos temos alguma responsabilidade. Antes de partilhar uma notícia, devemos verificar quem a publicou, procurar outras fontes e desconfiar de títulos demasiado exagerados. Também devemos perceber que nem tudo o que aparece num vídeo ou numa publicação é automaticamente verdade.
A Rússia não é a única fonte de desinformação no mundo, mas as operações atribuídas a entidades russas mostram como as notícias falsas podem ser usadas como uma ferramenta de influência. Para mim, a melhor maneira de combater este problema é simples: pensar antes de partilhar. Na internet, alguns segundos de atenção podem impedir que uma mentira chegue a centenas ou milhares de pessoas.
Marília Sousa, 11.º ano. E.B. 2/3 Lousada Este













Comentários